As obras são do artista plástico e empresário Marcos Amaro e estão expostas no Museu Oscar Niemeyer

Foto: Rafael Dabul

Moulin Rouge on Blanc e Três Moiras são as obras que o artista plástico e empresário Marcos Amaro está expondo na 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba. As obras estão instaladas na parte externa, dentro do lago, do Museu Oscar Niemeyer (MON) e ficam em cartaz até o 1º de março de 2020, com a curadoria de Massimo Scaringella.

Filho do fundador da TAM, Rolim Amaro, o artista plástico criou sua arte inspirado na sua autobiografia, transformando peças de sucata de aviões em obras de arte tridimensionais. De acordo com o curador e crítico de arte Ricardo Resende, a obra Moulin Rouge on Blanc, à primeira vista, é um acúmulo de lembranças aeronáuticas, dando sobrevida com afeto as velhas carcaças de aviões, antes, obsoletas. Mesmo que destinadas à contemplação, a obra é carregada de memória – não só da aviação, mas que também remetem ao desejo do homem de voar.

“O artista lança mão de uma tridimensionalização do plano, combinando partes até resultarem em formas inusitadas. Sem perder, entretanto, a busca por uma coerência interna, um caminho e pensamento de ordenação, em que uma geometria meio disforme se expande ao longo da imensidão do espaço aéreo”, ressalta o crítico.

Além da exposição de Marcos Amaro, dois artistas da Galeria Kogan Amaro, Daniel Mullen e Isabelle Borges, vão expor suas obras na Bienal de Curitiba. Com curadoria de Tereza de Arruda, a instalação Espaço Inefável é assinada por Isabelle Borges. Já Daniel Mullen, sob a curadoria da argentina Gabriela Urtiaga, expõe a obra 69-100 (Ano 2019).

O Museu Oscar Niemeyer funciona de terça a domingo, das 10h às 18h (a bilheteria fecha às 17h30). Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Crianças com menos de 12 anos e idosos com mais de 60 anos não pagam ingresso. Nas quartas-feiras, a entrada é gratuita para todo o público. O endereço é Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico.

Quem é Marcos Amaro?

Foto: Rafael Dabul

Nascido em 27 de setembro de 1984, em São Paulo (SP) Marcos Amaro é empresário, mecenas, artista plástico e colecionador de arte. Estudou economia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e formou-se em filosofia pelo Instituto GENS de Educação e Cultura. Como desenhista e escultor, realizou exposições em grandes museus e centros de cultura pelo mundo e participou de feiras internacionais como SP-Arte, Art Basel e Art Zurich.

À frente da Fundação Marcos Amaro (FMA), apoia projetos de arte e cultura. Em 2018, fundou o museu Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA), em Itu, onde expõe a público sua coleção de quase 2 mil obras. Com curadoria inventiva, a FAMA tem raridades plásticas que vão de Aleijadinho a Tunga, passando por Leda Catunda, Nelson Leirner e muito mais — a entrada é franca.

Marcos também é idealizador da FAMA Campo, um museu de land art a ser inaugurado em Mairinque ainda em 2019. E, junto da esposa, a pianista russa Ksenia Kogan, comanda a Galeria Kogan Amaro, em São Paulo, com portfólio de 30 artistas de estilos variados — entre eles, Isabelle Borges e Daniel Mullen, também em cartaz na Bienal.

Atualmente, Marcos é conselheiro do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

Sobre a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba

Foto: Reprodução/Site Bienal de Curitiba

Ao longo de uma história de 25 Anos, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba se firmou no Brasil como um dos principais eventos de arte do circuito mundial. Em 2017, teve a China como país homenageado e reuniu 62 artistas contemporâneos chineses, de um total de 435 artistas de 43 países dos cinco continentes e recebeu cerca de 1 milhão de visitantes. Além disso, a Bienal atua com uma extensa programação paralela e a promoção de circuitos, trabalhando em outras frentes além da arte contemporânea ao longo do período da Bienal.

A Bienal de Curitiba recebeu, por duas vezes, o Prêmio ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte), em 2011 e 2017. Nomes icônicos, de grande visibilidade internacional já tiveram passagens pela Bienal de Curitiba, como Marina Abramovic, Bruce Nauman, Dan Flavin, Louise Bourgeois, Julio Le Parc, Ai Weiwei, Richard Serra, Shirin Neshat, Tony Craigg, Bill Viola, Tracey Moffat, Marta Minujín, William Kentridge, entre outros.

Fora de Curitiba, a Bienal amplia ainda mais suas sedes com exposições em outras cidades do Paraná e do Brasil, como Florianópolis (Santa Catarina) e Brasília (Distrito Federal).  Além da programação no Brasil, a Bienal prevê a organização de mostras de arte contemporânea em outros países, a partir de cooperações com instituições internacionais. Na América do Sul, Argentina, Paraguai e Uruguai; na Europa, França, Suíça e Rússia.

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A Bienal de Curitiba é realizada pela Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Governo do Paraná e Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania do Governo Federal e tem parceria do Ministério das Relações Exteriores do Governo Federal. O Projeto Educativo da Bienal é realizado em cooperação com Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR). O patrocínio é da Furnas, Copel, Havan e Bergerson.