Com o tema “Fronteiras em aberto”, a 14ª edição do evento terá lançamento neste sábado, 21 de setembro, no Museu Oscar Niemeyer e Ópera de Arame

Foto: Braian Boguszewski

Nesta semana, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba inicia sua 14ª edição. A abertura oficial será no dia 21 de setembro, a partir das 18h, no Museu Oscar Niemeyer, maior sede do evento, apresentando o trabalho de aproximadamente 100 artistas distribuídos entre as Salas 1, 2, 4, 9, 11, Espaço Araucária, Torre, Olho e Espaço Externo. Em razão da abertura da Bienal, nesse dia a visitação ao MON será encerrada às 17h. A bilheteria fará a venda de ingressos até as 16h. A visitação às salas da Bienal, com entrada gratuita, terá início às 18h.

Logo depois, a partir das 20h, ocorre outro evento na Ópera de Arame: a tradicional festa Só o Soul Salva. A discotecagem promete um repertório com muito Soul, Neo Soul, Northern Soul, Southern Soul, American Funk e R&B. A noite contará com apresentações dos DJs Isa Todt, Fla Slv e Pedro Funkeinstein. Os ingressos custam R$ 25 (mais taxa de conveniência) e estão disponíveis neste link.

Além de fronteiras físicas e culturais
Em 2019, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, que vai de 21 de setembro de 2019 a 1º de março de 2020, tem um conceito curatorial, assinado pelo espanhol Adolfo Montejo Navas e pela brasileira residente em Berlim, na Alemanha, Tereza de Arruda, com o tema“Fronteiras em Aberto”. A proposta temática é um diálogo com a nova situação de refronteiras e desfronteiras do mundo atual, com a desconstrução das noções de fronteiras físicas, as transformações que elas sofrem no decorrer do tempo a partir das relações mutantes entre sujeito e espaço, procurando uma nova cartografia simbólica, de novos sinais.

Seguindo uma tradição construída em anos anteriores, esta edição ocupará variados espaços da capital paranaense, incluindo diversas instituições e centros culturais, além de galerias de arte e espaços públicos. Participam artistas dos cinco continentes, com destaque para os países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Você encontra a programação completa no site www.bienaldecuritiba.com.br.

A Bienal também conta com o trabalho de um grupo de curadores convidados para a programação de Arte Contemporânea, como Massimo Scaringella (Itália/Argentina), Gabriela Urtiaga (Argentina), Ernestine White (África do Sul), Esenija Bannan (Rússia). Em Florianópolis com curadoria de Juliana Crispe, Sandra Makowiecky, Francine Goudel. Adriana Almada (Argentina/Paraguai), curadora da Bienal de Curitiba em Assunção, Paraguai. Ticio Escobar (Paraguai), curador da Bienal de Curitiba em Rosário, Argentina.

Durante o evento ainda é realizado um Projeto Educativo, que contempla mediações nos espaços expositivos, visitas guiadas a museus, centros culturais e espaços públicos urbanos, atividades de sensibilização de professores e alunos da rede pública e privada, e uma mostra chamada CUBIC, o Circuito Universitário da Bienal de Curitiba. O CUBIC tem a curadoria de Stephanie Dahn Batista, Isadora Mattiolli e Fabrícia Jordão e é realizado em cooperação com a Universidade Federal do Paraná e Unespar.

A programação ainda conta com uma semana focada na apresentação de performances, que contará com a curadoria de Fernando Ribeiro, artista curitibano especializado em performance. Serão realizadas também exposições com foco em Arquitetura, com a curadoria do arquiteto Daniel Faust (Alemanha/Suíça).

Todas as exposições da Bienal de Curitiba são gratuitas, exceto no Museu Oscar Niemeyer (MON), onde o ingresso custa R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia-entrada), sendo gratuito para pessoas com até 12 anos de idade ou com mais de 60 anos. Em caso de dúvidas, neste link é possível verificar política de ingresso do MON.

Sobre a Bienal de Curitiba
Ao longo de uma história de 25 Anos, a Bienal de Curitiba se firmou no Brasil como um dos principais eventos de arte do circuito mundial. Em 2017, teve a China como país homenageado e reuniu 62 artistas contemporâneos chineses, de um total de 435 artistas de 43 países dos cinco continentes e recebeu cerca de 1 milhão de visitantes. Além disso, a Bienal atua com uma extensa programação paralela e a promoção de circuitos, trabalhando em outras frentes além da arte contemporânea ao longo do período da Bienal.

A Bienal de Curitiba recebeu, por duas vezes, o Prêmio ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte), em 2011 e 2017. Nomes icônicos, de grande visibilidade internacional já tiveram passagens pela Bienal de Curitiba, como Marina Abramovic, Bruce Nauman, Dan Flavin, Louise Bourgeois, Julio Le Parc, Ai Weiwei, Richard Serra, Shirin Neshat, Tony Craigg, Bill Viola, Tracey Moffat, Marta Minujín, William Kentridge, entre outros.

Expandindo horizontes
Fora de Curitiba, a Bienal amplia ainda mais suas sedes com exposições em outras cidades do Paraná e do Brasil, como Florianópolis (Santa Catarina) e Brasília (Distrito Federal).  Além da programação no Brasil, a Bienal prevê a organização de mostras de arte contemporânea em outros países, a partir de cooperações com instituições internacionais. Na América do Sul, Argentina, Paraguai e Uruguai; na Europa, França, Suíça e Rússia.

Mais informações na página do Facebook, no perfil do Instagram ou no Twitter da Bienal de Curitiba.

A Bienal de Curitiba é realizada pela Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Governo do Paraná e Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania do Governo Federal e tem parceria do Ministério das Relações Exteriores do Governo Federal. O Projeto Educativo da Bienal é realizado em cooperação com Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR). O patrocínio é da Furnas, Copel, Havan e Bergerson.